Rádio 88 FM

Fala do Jornalista Raimundo Marinho

  • Por Redação do Jornal da 88

  • 11.Jan.2023 // 00h00

  • Geral

Fala do Jornalista Raimundo Marinho

Jornalista RAIMUNDO MARINHO
Transcrição adaptada da fala na Rádio 88 FM – 11.01.2023

Intervenção aprovada O Senado aprovou, ontem, a intervenção, já aprovada pela Câmara, na segurança pública do Distrito Federal, onde fica Brasília, capital do Brasil. O motivo foi a invasão das sedes dos poderes da República (Câmara, Senado, Palácio do Planalto e STF), que chocaram o Brasil e repercutiram fora do país. O prejuízo material está sendo estimado entre R$3 milhões e R$4 milhões, sem falar que muitos bens são irrecuperáveis, como obras de arte e objetos antigos. Mas a ofensa maior, mais perigosa, a nosso ver, foi o ousado desafio à ordem, com inaceitável agressão e humilhação aos poderes da República, aparentemente por vândalos badanas. 

Os rótulos apressados E logo surgem rótulos politiquistas, como: antidemocratas, extremistas, bolsonaristas, terroristas, infiltrados, golpistas. Até seriam cabíveis, sim, mas não antes de se identificar e separar quem é e quem não é criminoso, nessa história. Por óbvio, é uma minoria, já reconhecido pelas autoridades, pois a maioria esmagadora se manifesta, há mais de dois meses, de forma patriótica, democrática, ordeira e pacífica. Foi divulgado que 1.200 pessoas ou mais foram detidas, na verdade presas, em frente ao QG do Exército, e teriam sido induzidas a entrarem em ônibus, que as levaram para um local próximo a uma das cidades satélites de Brasília.

Presos à revelia da lei Teria havido prisões sem flagrante, sem audiência de custódia, portanto, fora da lei, pois as pessoas não estavam na Praça dos Três Poderes, local dos atos criminosos. Por outro lado, imagens na internet mostram as condições ruins onde as pessoas estão, já teria havido até mortes. Enfim, os atos criminosos revelaram que a sede do Estado Brasileiro estava sem proteção, mesmo com risco óbvio de invasão, pois Brasília virou centro de manifestações populares, acirradas a partir das últimas eleições. É apontada negligência na segurança das sedes governamentais, e os criminosos são mostrados ultrapassando os gradis com certa facilidade, nos locais invadidos! É preciso apurar tudo, para que todos respondam por seus atos!

Dinheiro e Educação O Brasil tem muito dinheiro para Educação, só falta ter Educação. Na Bahia, os servidores do setor vão ouvir muitas notícias boas, aliás, promessas, de que receberão parte desse dinheiro, como os juros e resíduos do Fundef, estes perto de R$290 milhões, prometidos para fevereiro. Prometem, ainda, precatórios Fundeb, antes mesmo da ação judicial que poderia gerá-los ou não. Mas há um fato concreto sobre o qual ninguém fala. O então governador Rui Costa anunciou que seriam pagos R$2,8 bilhões de Fundef, dos R$3,9 bilhões repassados pela União. Mas só pagou a metade (R$1,4 bilhão), sem explicar o que fez com o outro R$1,4 bilhão. Em Livramento, há silêncio sindical sobre o destino dos R$30 milhões de Fundef repassados ao município!

Repasse ficará menor O TCU (Tribunal de Contas da União) definiu os coeficientes para rasteio do FPM-2023 (Fundo de Participação dos Municípios), que foram baseados no Censo Demográfico IBGE-2022, ou seja, na quantidade de moradores. Cento e um municípios perderam habitantes e deverão receber menos dinheiro do FPM. Os prefeitos, claro, estão esperneando e anunciam que vão contestar, através da UPB (União das Prefeituras da Bahia), dentro do prazo de 30 dias dado pelo TCU. Alegam que os dados do IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística) seriam provisórios e não poderiam ser usados. Livramento está na lista! Sua população, estimada em 46 mil pessoas, teria caído para 43.898. Com isso, seu coeficiente do FPM passou de 2 para 1,8. A perda de habitantes pode ser pela recusa em responder ao IBGE, falha da pesquisa, migração, problemas de limites etc. Livramento, por exemplo, já perdeu o chamado Bairro Osório, para o Município de Dom Basílio, além de uma área na região de Lagoa Real, perto de Caetité, reduzindo seu território e sua população.  

Para refletir Costumamos ouvir dizer que “Deus é fiel”. Está, por exemplo, no 5º livro da Bíblia, o Deuteronômio, e nas epístolas de São Paulo aos Coríntios. O objetivo, na época, era despertar a plena fé e confiança das pessoas em Deus! Não era para qualificar o Divino, pois Deus não comporta adjetivos, Deus é Deus. Portanto, a frase é uma criação humana. Nada tem a ver com Deus, que dispensa qualificações, ou seja, dispensa adjetivos. Os adjetivos são usados para indicar se determinada coisa ou pessoa é boa, ruim, feia, bonita, doce, azeda, fiel etc. E nós não temos autoridade nem poder para colocar um adjetivo em Deus, muito menos dizer que Ele é fiel. Se fosse assim, poderíamos, eventualmente, achar que Ele seria “infiel”, “injusto”! Mas, se por acaso fizermos isso, não terá qualquer efeito, assim como não tem qualquer efeito dizer “Deus é fiel”. A não ser para confortar a nós mesmos! Portanto, é dentro de nós, não em Deus, que estão todos os nossos desafios da nossa vida! E um deles é justamente ser fiel a Deus! Pensem nisso!