Rádio 88 FM

Fala do Jornalista Raimundo Marinho

  • Por Redação do Jornal da 88

  • 22.Ago.2022 // 00h00

  • Geral

Fala do Jornalista Raimundo Marinho

Jornalista RAIMUNDO MARINHO
Transcrição adaptada da fala na Rádio 88 FM – 22.08.2022

Repúdio contra Embasa Na sessão de sexta-feira, dia 19, da Câmara de Livramento, o vereador Uilton Nunes (Huga) manifestou seu repúdio à Embasa, segundo ele, pela falta d'água nos bairros Estocada, onde ele mora, e Barriguda! Seu nobre colega Joaquim da Silva (Kinka) bateu na mesma tecla e acusou a Embasa de desrespeitar a população de Livramento. Com todo respeito, caros vereadores,  foram discursos para engabelar os incautos! Na verdade, nessa questão, os senhores são negligentes em seus mandatos! Não é caso de mero repúdio, nem de falas vazias, no comodismo do ar-condicionado! Em casos abusivos e antigos, assim, um vereador tem de fazer representação escrita, cobrar do prefeito, que contratou a Embasa, e do governador, que manda na Embasa! 

São discursos para enganar eleitor besta! Não resolvem nada, quem precisa não fica sabendo! Vale lembrar que os dois vereadores, da bancada do prefeito,  votaram em 2019 a favor da renovação ilegal, por 30 anos, do contrato dessa mesma Embasa. Na época, havia o mesmo desrespeito à população, com a mesma falta d'água e água suja, em torneiras! Foi renovado um contrato que não cumpriu a obrigação de  tratar o esgoto da cidade, ficando inadimplente por 20 anos, desde 1998. Vocês fingiram que não sabiam isso! Da mesma forma que fingem, atualmente,  que não sabem que a atual e constante falta d´água é causada pela defasagem do sistema da Embasa, que está obsoleto há mais de 20 anos. Precisa ser ampliado ou substituido por um novo!

O sistema é de quando a cidade tinha 12 mil habitantes, hoje tem quase o dobro. Huga e Kinka omitiram, também, que a adutora para Iguatemi ficou pronta e não pode ser inaugurada, por falta de água tratada suficiente a ser enviada para lá. A atual estação de tramento não dá conta! Querem responsabilizar e pedir explicação ao gerente local da Embasa! Ele não vai fazer milagre! Não sejam convardes, a conversa tem de ser com o prefeito e o governador! A parte da gerência local a ser fiscalizada é a economia faz em providências e produtos químicos, para gastar menos dinheiro e dar lucro. 

Isso agrava a situação, mas não é a causa central da falta d'água. E a falta d'água não é só onde os vereadores moram, e nos seus redutos eleitorais! Ela é generalizada! Relatório da empresa que faz o PMSB (Plano Municipal de Saneamento Básico) aponta constantes queixas de deficiência de água, ou água suja, até no centro da cidade de Livramento, e em bairros como Santa Cruz, Benito Gama, Barriguda, São José, Estocada, Taquari, Polivalente, Beira Rio, Rua do Fogo, Jurema, Recreio e Santa Terezinha! 

Para refletir Margaret Mead (1901-1978) ainda é uma festejada antropóloga e professora norte-americana, que escreveu diversos livros, entre eles, Macho e Fêmea, sobre os sexos, num mundo em transformação. Foi uma respeitada mulher da era moderna, com uma apurada visão sobre a natureza humana! Certa vez, uma estudante perguntou a ela qual era o primeiro sinal de civilização de um povo. A expectavia era de uma resposta que falasse de elementos culturais, envolvendo objetos como anzóis, bacias de barro, pedras para amolar, gamelas, potes, vasos e outros. Mas não foi isso o que ela respondeu! A senhora Mead disse que o primeiro sinal de civilização, numa cultura antiga, é um osso fêmur quebrado e curado. 

Explicou que, entre os outros animais, se uma perna quebra, ele morre, na certa, pois não poderia correr para fugir de um eventual perigo, nem procurar água ou alimento. Tornaria uma presa fácil para os predadores, que fariam dele uma refeição. E lembrou que nenhum outro animal consegue sobreviver pelo tempo que o osso precisa para se regenerar! Ou morre de fome e sede ou comido pelos predadores! Assim, a antropóloga afirma que um fêmur recuperado é a prova de que alguém cuidou e protegeu aquele cuja perna havia se quebrado. Portanto, frisou, ajudar o semelhante a vencer dificuldade, como essa, por exemplo, é o maior sinal civilizatório! E que civilização é sinônimo de ajuda, de solidariedade, de verdadeira vida em comunidade! Pensem nisso!