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Mucugê completa 174 anos

  • Por Jornal da Chapada

  • 17.Mai.2021 // 00h00

  • Geral

Mucugê completa 174 anos

Sendo um dos mais antigos municípios da Bahia, Mucugê, localizado na Chapada Diamantina, completa seus 174 anos nesta segunda-feira (17). A ocupação inicial foi formada pelos indígenas, com suas terras em anos posteriores ocupadas por desbravadores portugueses, em busca de pedras preciosas, principalmente o ouro e o diamante, abundantes naquela localidade.

Cercada de belezas naturais, a cidade pequena é de belos casarões coloniais, construídos durante a era do ouro e do diamante. O município conta com deliciosas comidas típicas, um friozinho, bom forró e pontos turísticos encantadores.

No município chapadeiro fica localizado o Parque Municipal de Mucugê, com uma área de 270 hectares que abriga ainda parte do Parque Nacional da Chapada Diamantina; assim como está a Cachoeira dos Funis, que com águas convidativas, faz parte do roteiro que leva ao Vale do Pati; o Museu Vivo do Garimpo, que se destina a contar a história local e ainda contempla uma trilha para cachoeiras como Piabinha e Tiburtino.

Na cidade, cachoeiras não faltam. A do Tiburtino, que dá acesso a outras atrações, vem com um combo, onde é possível admirar a natureza, descansar e se refrescar, sendo uma trilha que pode ser feita até mesmo por crianças, por durar 25 minutos. A Cachoeira da Fumacinha possui um paredão de 280 metros, que deve ter a trilha feita na companhia de um guia.

A Fumacinha fica em um local diferente da Cachoeira da Fumaça, localizada no Vale do Capão. Há também o Cânion das Sete Quedas que é uma caminhada de cerca de 7km perpassando por cachoeiras.

Cemitério Bizantino
Um dos patrimônios históricos da Chapada Diamantina, o cemitério Santa Izabel, em Mucugê, conhecido por sua arquitetura bizantina, foi construído por volta de 1855 e obteve a obra concluída em 1886, após uma epidemia de cólera. Como o enterro de pessoas dentro das igrejas foi proibido durante essa época, a construção de um cemitério em outro local, embaixo da montanha e de frente para a cidade, foi a solução.

Os túmulos foram erguidos no local, com muito capricho, como pequenas imitações dos templos católicos, por conta da facilidade em escavar no local, conforme informações. Ao logo dos anos, o cemitério foi preservado como uma obra de arte das mais importantes e é dividido em duas partes -uma plana e uma murada, no qual os túmulos conseguem ser visualizados de longe.

Em abril deste ano, a prefeita Ana Medrado, a popular ‘Dona Ana’ (DEM) começou a restauração do patrimônio. Na reforma, foram feitas limpezas e troca de iluminação, que estava queimada.