O presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), ministro Edson Fachin, afirmou que a Corte não permanecerá omissa diante da crise institucional que ganhou força nos últimos dias. Durante uma cerimônia realizada no Palácio do Planalto, Fachin destacou que sua gestão terá como prioridades a criação de um código de ética para o tribunal, a modernização do sistema de Justiça e a conclusão do inquérito das fake news, relatado pelo ministro Alexandre de Moraes.
Segundo Fachin, eventuais respostas das instituições aos acontecimentos recentes deverão ocorrer de maneira “firme, proporcional e rigorosa”. O ministro, porém, ressaltou que a gravidade do cenário não pode servir de justificativa para decisões precipitadas ou para a adoção de caminhos fora das regras jurídicas.
Durante o evento, que contou com a presença do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, Fachin defendeu que as providências necessárias sejam tomadas dentro dos limites previstos pela legislação e no momento adequado, especialmente em períodos de forte tensão institucional.
Lula, por sua vez, afirmou que Fachin e o procurador-geral da República, Paulo Gonet, têm a responsabilidade de transmitir tranquilidade à sociedade, mas sem esconder informações. Gonet participou da cerimônia em meio às repercussões envolvendo mensagens trocadas com o banqueiro Daniel Vorcaro, ex-controlador do Banco Master.